EEG - GEOFISICA

Magnetometria

ReteGeofisica

O objetivo de uma campanha de medidas de campo magnético consiste na individualização de anomalias do mesmo campo provocadas pela presença de corpos ou estruturas enterradas, em particular de minérios ferrosos.
As medidas de campo magnético são adquiridas mediante um equipamento chamado “magnetómetro”.

O sistema se compõe de dois magnetómetros idênticos, que trabalham de forma independente e paralela.

O primeiro deles, chamado de “estação mãe ou fixa”, é posicionado aproximadamente ao centro da área a ser estudada, longe de qualquer fonte de distúrbio local. Este equipamento fixo registra as variações diárias do campo magnético regional terrestre de forma automática, com uma medida a cada minuto.

Um segundo equipamento, idêntico ao anterior, chamado de “estação móbil” é, vice-versa, mobilizado ao longo de perfis traçados para efetuar as medidas de campo magnético, conforme uma malha quanto mais regular possível.

Dependendo da sua configuração, o equipamento pode atuar:

1) Como magnetómetro portátil, para quantificação de anomalias magnéticas relacionadas com anômalas concentrações de minérios de ferro (magnetita, hematita, pirrotina e outros minerais);

2) Como estação fixa, para medir as variações de campo magnético com o tempo em um determinado lugar;

3) Como gradiómetro, medindo, ao mesmo tempo, o campo magnético com dois sensores posicionados a pouca distância um do outro na vertical: essa função, muito usada em pesquisas ambientais, detectando anomalias inclusive de poucos nT (nano Tesla ou Gamma) ou, em alguns casos, de até décimos de nT, permite a individuação, a pequena profundidade no subsolo, de tanques e objetos metálicos enterrados, aterros abusivos de matérias metálicos, etc.

gradiometro

Aquisição dos dados magnetométricos

O levantamento dos dados é feito por meio de uma malhade estações de medida cuja mínima distância é condicionada principalmente à profundidade a ser estudada.

Os valores de campo magnético, em nT, são normalmente medidos através da estação móbil ao longo de perfis entre eles paralelos e traçados para cobrir, de maneira homogênea, toda a área de interesse.

O levantamento dos dados na estação móbil é contemporâneo e coincidente com aquilo realizado, de forma automática, na estação fixa: pelo confronto entre os valores das duas estações são identificadas as anomalias magnéticas que, dentro da profundidade máxima permitida pelo “passo” utilizado, podem estar relacionadas com anômalas distribuições, no subsolo, de corpos e massas metálicas mineralizadas.

Elaboração dos dados magnetométricos

O ruído é oportunamente filtrado durante o tratamento dos dados por meio do software em dotação ao equipamento, que realiza também um controle de qualidade das medidas.

Sucessivamente os dados levantados na estação móbil são corrigidos pelas variações diárias do campo regional medidas na estação fixa, elaborados e restituídos em forma de perfis 2D e de mapas de anomalias magnéticas.

Este confronto é necessário para evitar erradas atribuições: em condições normais, a variação diária do campo magnético regional não influi nas anomalias de campo magnético ligadas a fenômenos localizados (como são as concentrações de minério de ferro), que normalmente apresentam uma magnitude bem maior.

No Brasil, o valor de campo magnético natural não perturbado é mediamente em torno de 23.615 nT.

As anomalias ligadas a corpos mineralizados com elevado conteúdo de ferro consideram-se significativas quando geram variações de pelo menos algumas dezenas de nT acima ou abaixo do valor de referência.

Mag1

Magnetometria

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